"Estou ADORANDO ver tantos projetos de IA sendo pausados ou simplesmente descartados.
Há um lado positivo nas demissões em massa: eles não conseguem demitir o investimento absurdo em energia, refrigeração e hardware. Peritos de seguros e liquidantes já estão esfregando as mãos de alegria.
Além disso, muitos fabricantes de chips estão exigindo contratos de produção de cinco anos. É apostar alto ou desistir, e vai ter gente sangrando no caminho.
Uma empresa com a qual trabalho de má vontade mudou completamente seu modelo de operação para IA e agentes, e deu uma rasteira monumental na própria equipe.
Agora estão recontratando os mesmos funcionários como consultores, com o dobro do salário anterior, depois que tudo veio abaixo. Quem diria que executivos de terno especializados em lançamento de produtos, armados apenas com um prompt, não conseguem manter infraestrutura nem negócio funcionando? Até hilário: conheço um engenheiro que negociou um contrato com cláusula unilateral de aviso prévio de 12 meses – ou seja, só a empresa precisa avisar com um ano de antecedência; ele sai quando quiser.
Essa gente vai ficar desesperada. Rápido. Pega o marshmallow, senta na beira da fogueira e deixa eles assarem."
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lvxferre@mander.xyz 4 days ago
Senta que lá vem história!
Era uma vez um fazendeiro muito bom e humilde, que sobrevivia duramente de vender ovos de ouro. Quem botava os ovos de ouro era um bando de
cachorros-de-polacogansos cruéis, vagabundos e glutões, que exigiam comida em troca. Por causa dessa exigência ultrajante, o fazendeiro nem podia comprar quantos iates quisesse, tadinho.Um dia, apareceu um mago na fazenda, chamado Samu Homevéio. E disse para o fazendeiro: “criei uma máquina mágica que copia ovos de ouro.” O Samu mostrou a máquina funcionando na frente do fazendeiro, e não é que saía ovo de ouro dela? E ela não precisava de comida!
O fazendeiro, felicíssimo, comprou a máquina. Então, disse para os gansos: “Chega de tanto abuso! A comida de vocês é ROUBO! Deviam trabalhar em troca de nada, mas nããão, insistem em roubar da minha margem de lucro! Agora morram de fome seus djanhos, tornaram-se obsoletos!”
E os gansos disseram “Então tá, né, tchau.” Porque eram realmente ingratos. Alguns foram para o meio do mato, comer o que achavam na natureza; outros foram para outras fazendas. Alguns realmente morreram de fome. Mas quem liga para uns gansos famintos? Agora a filha do fazendeiro vai poder viajar para um paraíso turístico diferente por mês!
…só que não. O Samu é um charlatão, e a máquina não copia ovos de ouro merdíssima nenhuma. Havia uns ovos normais escondidos ali, botados por outros gansos, e a máquina espirrava tinta dourada neles. E quando os ovos acabaram, a máquina começou a espirrar tinta dourada para tudo quanto é lado, fez uma melequeira lazarenta.
O fazendeiro não tinha mais como produzir ovos de ouro. Deu cabo da máquina, e foi falar com os gansos. Alguns gansos disseram para o fazendeiro “teu cu, não queria que a gente morresse de fome?”. Outros até toparam voltar para a fazenda, desde que o fazendeiro desse para eles comida e férias e décimo terceiro. Ah, e a comida tinha que ser bolinho de carne de buteco, com pão fresquinho, que comer pão seco todo dia tava foda.
É bem capaz da fazenda ter sido vendida. Ou talvez voltou a funcionar, mas com menos lucro do que antes. O que é certo é que o Samu tá podre de rico, vendendo máquinas que não funfam para um bando de fazendeiros trouxas, iludidos com seus ganhos, que achavam que poderiam produzir mais-valia sem proletariado. Fim.