Comment on EU Kids Act

Ninguem@lemmy.pt ⁨1⁩ ⁨week⁩ ago

Pois. O problema é sempre esse, não é?: “The devil is in the details”.

Quanto a 1.: Perguntando a toda a gente. É o início do fim da privacidade, em certa medida. Mesmo que apenas pergunte (a todos - não há volta a dar-lhe) em que grupo etário se encontra, sem saber detalhes precisos, além de ser possível determiná-los posteriormente com algum grau de certeza, há a questão de começar a introduzir tecnologia que foge ao controlo do utilizador - que funciona contra ele sem o seu controlo no próprio dispositivo do utilizador.

Quato a 2.: Claro que depende de cada um, mas eu cá sempre tenho dito que a minha primeira e principal rede social é a mesa de café - Na realidade, a primeira foi a família, claro! - Se depender de “ser possível trocar mensagens”, então até um servidor ssh pode ser “um perigoso antro de convívio de perigosos insurretos”. Deve dar para trocar mensagens em comentários num servidor ical. Até fica datado e tudo - como numa reunião da “resistência”.

A boa notícia é que eu sou um pessimista nestas questões.

Aparte isso, eu também acho que redes sociais não é uma coisa que crianças tenham capacidade para navegar sozinhas, mas tenho… digamos: “algumas reservas” a esse tipo de proibições paternalistas. Quanto mais novos, mais “paternalistas” precisam que sejamos - claro! - mas tem que ser muito bem pensado e o objetivo deve ser dar-lhes as ferramentas para que as possam vir a usar se quiserem e sob as suas condições, não para que não as usem ou para que sejam usados por elas.

PS: Desculpa. Escrevi isto sem ler primeiro o artigo - já li vários sobre o assunto e tenho pensado bastante nele. Mas prometo que vou ler - já está no topo do meu instapaper.

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